Livramento de Nossa Senhora, Chapada Diamantina Bahia, Brasil, Guia de turismo

No fim do século XVII, o povoado era chamado de Arraial dos Crioulos e se transformou em ponto de pouso para os viajantes do norte de Minas Gerais e Goiás para Salvador. O primeiro núcleo populacional iniciou-se em 1715 com a chegada de paulistas na região a procura de ouro e pedras preciosas. Os jesuítas que os acompanhavam construíram a capela de Nossa Senhora do Livramento, originando o arraial. Graças à mineração do ouro, o povoado cresceu rapidamente.

Em 1724, o povoado foi elevado à Vila de Nossa Senhora do Livramento das Minas do Rio das Contas, e em 1725 foi ligada à vila de Jacobina por uma estrada histórica, que incluiu a construção de uma ladeira calçada de pedras para escoamento do ouro da região para Salvador e daí para Lisboa, trabalho esse executado por escravos. Somente em 14 de maio de 1966, o nome passou a ser Livramento de Nossa Senhora. Atualmente o município tem quatro distritos: Sede, Iguatemi, Itanagé e São Timóteo. A altitude da sede é de 500 metros acima do nível do mar.

Entre os atrativos naturais, destaca-se a Cachoeira do Rio Brumado, de grande volume de água. Na cidade, a Praça da Matriz serve como ponto de lazer para a população local. Localizado a sudoeste da capital Salvador, no sopé da Chapada Diamantina, distante cerca de 720 quilômetros por via rodoviária, este pólo se beneficia de condições climáticas especiais para o cultivo da manga, maracujá e umbu, ocupando cada vez mais espaço nos mercados interno e externo.

HISTÓRIA DA CIDADE
O Município de Livramento de Nossa Senhora possui uma área de 2.291 quilômetros quadrados. Está localizado a sudoeste da capital Salvador, distante cerca de 720 quilômetros por via rodoviária com pavimentação de asfalto. Situa-se entre 13o 17 a 15o 20 de latitude sul e entre 41o 05 a 43o 36 de longitude W. Gr.. Limita-se ao norte com o município de Rio de Contas, ao sul com os municípios de Brumado e Caetité, a leste com o município de Dom Basílio, a oeste com o município de Paramirim e a noroeste com o atual município de Érico Cardoso (antigo Água Quente).
A Serra Geral da Bahia foi desbravada em meados do século XVII, quando Antônio Guedes de Brito, fundador da Casa da Ponte expandiu seus currais até as nascentes do rio da Velhas em Minas Gerais. Ele possuía uma sesmaria, que lhe foi encartada pelo conde de Óbidos d. Vasco de Mascarenhas, desde o rio Itapicuru até o rio São Francisco e daí até o rio Paraguaçu.
No fim do século XVII, 1681, quando o sargento-mor Francisco Ramos, o cônego Domingos Vieira de Lima, Manoel O. Porto e o vigário Antônio Filgueiras subiram o rio das Contas até a serra do Sincorá, já existiam negros mocambados na margem esquerda do rio de Contas Pequeno (rio Brumado). Povoado este chamado de Arraial dos Crioulos, que se transformou em ponto de pouso para os viajantes do norte de Minas Gerais e Goiás para Salvador.
Em 1710, a bandeira paulista de Sebastião Raposo subiu o rio das Contas Pequeno (rio Brumado) até as nascentes, onde, em decorrência da descoberta de ouro, surgiu a aldeia de Mato Grosso. Novas pepitas foram achadas rio abaixo, surgindo um assentamento humano no local da atual cidade de Livramento em 1715, onde foi construída uma capela de pau-a-pique pelos padres jesuítas sob a invocação de Nossa Senhora do Livramento, tradição portuguesa. Ao redor dessa primitiva capela e nas cercanias do Tomba, foram surgindo assentamentos humanos. Com a descoberta de ouro no Passa-Quatro, grande assentamento humano se fez na rua do Areão e rua do Fogo (Tabimã), sendo construída uma capela na rua do Areão sob a invocação de São João Batista. Nessa região as baixadas permitiam melhor cultivo agrícola de subsistência (arroz, feijão, milho, mandioca).
Por alvará de 11 de abril de 1718, o povoado de Mato Grosso foi erigido à primeira freguesia do Sertão de Cima sob a invocação de Santo Antônio do Mato Grosso. Por resolução de 9 de fevereiro de 1724, do 4º vice-rei do Brasil d. Vasco Fernandes César de Menezes, conde de Sabugosa, foi criada a Vila de Nossa Senhora do Livramento das Minas do Rio das Contas, pelo sertanista coronel Pedro Barbosa Leal com sede no sítio da atual cidade de Livramento. Em 1725, o mesmo sertanista ligou a Vila de Nossa Senhora do Livramento das Minas de Rio das Contas até a Vila de Jacobina por uma estrada que incluiu a construção de uma ladeira calçada de pedras para escoamento do ouro da região para Salvador e daí para Lisboa. Trabalho executado pelos escravos.
Em 13 de maio de 1726, uma provisão do Conselho Ultramarino determinou que se estabelecessem casas de fundição nas duas vilas para evitar a evasão do quinto do ouro. Funcionaram até 1752 quando a fundição passou a ser feita em Araçuaí, Minas Gerais. E, em 1755, toda fundição foi centralizada em Salvador.
Devido as febres que grassavam durante as cheias, provisão de d. João V, Rei de Portugal, ao conde de Galvêas, 5º vice-rei do Brasil André de Melo e Castro, de 2 de outubro de 1745, autorizou a transferência da Vila de Nossa Senhora do Livramento das Minas do Rio das Contas para outro local duas léguas rio acima de maior altitude e salubridade. A mesma provisão determinou a transferência da freguesia de Santo Antônio do Mato Grosso para a nova vila. A instalação da nova vila se deu em 28 de julho de 1746 próxima ao Arraial dos Crioulos com o nome de Vila Nova de Nossa Senhora do Livramento das Minas do Rio de Contas. A freguesia passou a se chamar Santíssimo Sacramento das Minas do Rio das Contas. O novo sítio da vila era rico de ouro de aluvião. A provisão determinou a construção de Casa da Câmara e Cadeia, edifício para a igreja para onde foi transferido o tabernáculo da freguesia do Mato Grosso, abertura de rua e praças e construção de casas com largos quintais.

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